Cara a cara com animais em safári a pé na África do Sul

Kruger_girafa

Quando a gente fala em África do Sul, qual é a primeira imagem que vem à cabeça? Faça uma busca na internet e não vão faltar fotos de animais livres, leves – uns, nem tanto – e soltos na natureza. A vida selvagem é uma das principais atrações de lá e para quem quer fazer safáris e ver a bicharada de pertinho o destino certo é o Kruger, um parque nacional de 20.000km² no nordeste do país que é a casa dos Big Five, os cinco grandes: elefante, leopardo, búfalo, rinoceronte e leão. Apesar do nome, eles não são conhecidos assim por causa do tamanho, mas sim por serem perigosos.

A viagem ao Kruger leva umas 5 horas a partir de Joanesburgo, de onde saem excursões. Lá, é possível ficar em hotéis em reservas privadas ou dentro do próprio parque, em alojamentos e acampamentos. O jeito mais comum de ver os bichos é fazendo game drives: dar um rolê pelo parque num veículo 4×4. Mas para o passeio ficar com mais cara de aventura, uma outra opção é o safári a pé.

Kruger_parque

Kruger_acampamento

Kruger_safari a pe

O melhor tour começa antes de raiar o dia, horário em que os bichos ainda estão ativos. Grupos de até 8 pessoas exploram áreas fora das pistas demarcadas para os veículos. Em fila indiana e em silêncio, caminham por 3 horas, seguindo pegadas, vendo criaturas minúsculas que de dentro do carro passam despercebidas, e ficam cara a cara com os gigantes da fauna africana.

Claro que estar a poucos metros de um rinoceronte faz o coração acelerar. Se ele é capaz de virar um carro, imagina o que ele consegue fazer com uma pessoa a pé? Mas tudo é muito seguro. Os guias são armados com rifles, que podem ser usados para espantar os animais numa emergência. Eles são treinados e dão uma aula a céu aberto. Explicam, por exemplo, que o simpático hipopótamo é o bicho que mais mata gente na África.

Kruger_rinoceronte

Não é garantia 100% de que você vai conseguir ver os Big Five num safári, seja ele a pé ou num veículo. Achar um bicho numa área do tamanho do estado do Sergipe às vezes depende de sorte, de estar na hora certa, no lugar certo. Como a natureza é imprevisível, quanto mais ficar no parque, maior a chance do grande encontro. Uma estadia de 3 dias é um tempo bom para conseguir ticar os animais mais interessantes da sua listinha e guardar na memória momentos inesquecíveis.

Dica: não deixe de provar o biltong, um petisco típico da África do Sul feito com carne seca bem temperada. São vários os sabores (alguns, bem exóticos), como carne de avestruz, de kudu, peixe, frango. Eles são vendidos em açougues e também no mercadinho do Kruger.

-Alessandra Stefani

 

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