Comendo fritelle em Veneza

Alguns passeios são obrigatórios em Veneza, qualquer que seja a época: visitar a Basílica de San Marco, subir no campanário ou navegar pelo Grande Canal fotografando as fachadas dos palazzo.

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Mas há outros passeios em Veneza, menos óbvios e também deliciosos. Comer fritelle no inverno é um deles. Esse massa doce, temperada com frutas cristalizadas, frita em pequenas bolas e coberta com açucar cristal, já era considerada o doce nacional durante o tempo da Sereníssina República de Veneza. E ainda hoje, mesmo que seja encontrada em outras partes do norte da Itália, para muitos é o sabor e a aroma que a cidade dos canais tem durante o inverno, especialmente no Carnaval.

O doce é parte integrante da festa, que por lá é uma festa para usar máscaras super decoradas e vestir roupas pesadas, as fritella são encontradas em padarias e docerias de Veneza. Fica perfeito com café ou com o chocolate quente italiano, tão espesso que quase dá para comer com colher. Também cai bem para acompanhar prosecco ou um vinho de sobremesa.

Todo veneziano, de nascença ou de coração, terá seu lugar preferido para comer suas fritella. A mais famosa é a da Pasticceria Tonolo, em San Marco (foto acima). Há outras receitae, como a com zabaione (creme de gemas, açúcar e vinho Marsala) que também são encontrada nas várias docerias – parece que a mais disputada é a da Pasticceria Rizzardini, em San Polo, onde costuma acabar logo no começo da tarde. Na Pasticceria Bucintoro, a melhor é a frittelle com pedaços de maçã. A famosa confeitaria Dal Mas também faz frittelle durante o inverno. E a Pasticceria Rosa Salva tem uma receita própria de frittelle com pinoli.

Tenha em mente que as melhores são as encontradas logo pela manhã. A frittelle típica de Veneza vem com uva passa e pedaços de fruta cristalizada e é menor que uma bola de tênis. Vale pedir para viagem, comer nas ruas ou levar para o hotel – na minha última estada em Veneza fui embora comendo frittelle enquanto via a lagoa passar pela janela do trem. Melhor imagem de despedida, não existe.

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– Gaía Passarelli

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