O nascer do sol do topo de um vulcão ativo na Indonésia

Monte Batur_Flickr_Thomas Depenbusch

imagem cortesia de Thomas Depenbusch via Flickr

Quem faz uma viagem a Bali, costuma ouvir que quanto mais alto, mais perto dos deuses. Nesta ilha, conhecida como a dos “mil templos”, os vulcões são um caminho para o céu. São vários espalhados pela Indonésia, um arquipélago de 17 mil ilhas. Um bastante popular entre os turistas é o Monte Batur. Com seus 1.717m,  está no nordeste de Bali e apesar de ser ativo, o gigante está adormecido desde 2.000. Mais emocionante do que vê-lo de longe é caminhar em cima dele para acompanhar um espetáculo da natureza: o nascer do sol.

Já é de se imaginar que o passeio comece bem cedo (ou tarde, dependendo de como foi a sua noite). Às duas da manhã, guias passam pegar os turistas em hotéis na região de Ubud. Quase todo tour inclui uma parada para forrar o estômago com o tradicional café da manhã balinês: chá ou café e panqueca de banana. “Refeição de madrugada?”, você deve estar pensando. Sim, não se esqueça que terá uma longa jornada pela frente.

Barriga cheia, pé na areia, literalmente. A trilha começa num lugar de terra batida que você só consegue perceber que é um estacionamento na volta do passeio, afinal a essa hora tudo é um breu. De lanterna nas mãos, o grupo segue o percurso, que na primeira meia hora é tranquilo, plano. Depois vem a subida, bem íngreme. E no meio do caminho não tem uma, mas várias pedras, escorregadias que só. Não tente apostar corrida com o resto da galera. Caminhe no seu ritmo. A trilha é demarcada e um guia geralmente acompanha quem fica para trás. A reta final é a mais puxada.

Duas horas mais tarde, a recompensa: o topo do Batur. Quanto mais cedo chegar, maior a chance de se sentar num bom lugar e assistir ao nascer do sol de camarote. Espaço disputado por turistas e macacos, que vêm atrás do café da manhã deles – que pode ser o seu ovo cozido no vapor do vulcão, fique esperto! Aos poucos, o escuro do céu vai sendo colorido com faixas cor de laranja e os primeiros raios de sol vão desenhando a silhueta da paisagem ao funfo. A sensação é de estar acima das nuvens. Um cenário único para recarregar as energias.

Monte Batur_macaco

Monte Batur_nuvens

E como elas serão necessárias. Tem a volta ainda. Sabe aquela história de que “para descer, todo santo ajuda”? Pode esquecer. A descida é mais escorregadia e exige bastante dos joelhos. Além de uma aventura, o retorno é uma descoberta. É de dia que dá para apreciar o lago, o verde, contemplar o Monte Batur e se orgulhar dizendo: “eu subi tudo aquilo”.

De volta ao estacionamento, as vans esperam turistas sem fôlego, de pernas cansadas, mas com a certeza de que testemunharam um dos mais belos presentes da natureza.

Monte Batur_fim da trilha

Dica: não se esqueça de levar uma blusa no passeio. O topo do vulcão é bem mais frio do que a temperatura lá de baixo.

– Alessandra Stefani

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