Tikal, orgulho maia da Guatemala

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Guatemala City

A Guatemala não fica longe e não é difícil de visitar – tem aeroporto internacional, fala espanhol, tem bons hotéis, a comida é ótima e o câmbio é favorável. Mesmo assim, é um destino pouco explorado por brasileiros. A maior parte das pessoas voa para o México, um nome familiar. No entanto, é na Guatemala que estão algumas das maiores descobertas arqueológicas latino-americanas, como Tikal.

Guatemala City, a capital, é dividida em ‘zonas’ e a Zona 10, apelidada Zona Viva, é onde estão as lojas, restaurantes e hotéis, incluindo cadeias multinacionais como Hard Rock Cafe e Holiday Inn. Mas é no interior que se vê o melhor dos passeios turísticos da Guatemala, começando pela bela ex-capital Antígua, com seu casario colonial, igrejas e praças. Os famosos tecidos coloridos guatemaltecos estão em Chichicastenango, um dos maiores mercados artesanais da América Central, com vielas estreitas apinhadas de barracas vendendo peças de jade e ouro, máscaras de animais, vestidos, mantas e afins. Já os vulcões do país podem ser vistos de perto no Lago Átitlan, cercado por vilas de pescadores e pelos vulcões Atitlan, Toliman e San Pedro.

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Antigua

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Chichicastenango

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Atitlan
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Tikal

O principal cartão postal da Guatemala é Tikal, considerada a maior ruína maia já descoberta. Com seis grandes pirâmides e dezenas de casas e outras estruturas, fica perto da pequena cidade colonial de Flores, mas é cercada por selva. Menos de 20% do total do Parque Nacional de Tikal foi pesquisado, mas os arqueólogos já encontraram mais de 4.000 estruturas construídas pelos Maias entre 400 AC e 900 DC, incluindo uma pirâmide com 65 metros de altura e a chamada Praça dos Sete Templos, coração do que já foi uma cidade com 100.000 habitantes.

Tikal e as outras ruínas maias da Guatemala, como El Mirador (que pode ser o berço da civilização maia), Aguateca (as mais bem preservadas ruínas do país) e Iximché (menos de uma hora de carro a patir de Guatemala City) são tesouros arqueológicos e orgulho nacional, parte de um desejo de preservação das raízes maias que é muito presente na Guatemala. A cultura indígena é vista nos nomes de cidades, vilas e ruas, na comida, nas roupas coloridas das mulheres e até na divisão geográfica: cada um dos 22 estados da Guatemala representa uma etnia indígena.

 

– Gaía Passarelli

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